A Doença é a Criatividade Bloqueada
Tudo o que fazemos, dizemos, pensamos e acreditamos a respeito da saúde e da doença afeta todas as pessoas imediatamente. Curando a nós mesmos, nós curamos os outros. Ajudando a curar os outros, também ajudamos a curar a nós mesmos. O processo tem mais que ver com acabar com os obstáculos interiores do que com melhorar as energias de cura. Boa parte das doenças é conseqüência do bloqueio do fluxo natural das energias criativas de um indivíduo. Somos tudo aquilo que existe. Ou, em outras palavras: tudo o que existe está dentro de cada um de nós. Ao explorar a nossa paisagem interior, também exploramos o universo.Quando passamos por experiências dolorosas em nossa vida, tentamos automaticamente não sentir dor. Temos feito isso desde a infância. Reprimimos a dor física não prestando atenção à parte do corpo que está doendo. Reprimimos nossa angústia mental e emocional.
Para mantê-la reprimida no inconsciente, nos entregamos a todo tipo de distrações a fim de não atentar para o problema. Podemos nos manter muito ocupados e ficar viciados em trabalho, ou tomar o caminho oposto e nos entregarmos à indolência. Muitos de nós ficamos viciados em drogas, em cigarros, em chocolate e em álcool. Outros ficam viciados na idéia de serem perfeitos, tentando ser s melhores ou os piores. Projetamos nossos problemas nas outras pessoas e, em vez de tentar resolvê-los, apenas nos preocupamos. Empregamos mal ou reprimimos uma enorme quantidade de energia para não sentir a dor, deixando até mesmo de sentir o que sentimos e de ser quem somos no momento. Achamos que isso funciona. Achamos que podemos fugir do sofrimento ou da necessidade de ser quem somos, mas isso não dá certo. Embora o preço seja alto, nós nos recusamos até mesmo a admitir que ele exista. O preço que pagamos é a nossa vida.
Achamos que o único jeito de neutralizar todo esse sofrimento é interromper o fluxo de energia que contém a dor. Existem fluxos de energia específicos que abrangem a dor física, a dor emocional e a dor mental. Infelizmente, porém, esse fluxo de energia também abrange todas as outras coisas. A dor constitui apenas uma parte dele. Quando interrompemos a experiência negativa da dor, da raiva ou do medo de qualquer situação negativa, também interrompemos a experiência positiva, incluindo os aspectos físicos, emocionais e mentais dessa experiência.
Talvez nem sequer tenhamos consciência desse processo porque, quando chegamos à idade da razão, já o transformamos num hábito. Erguemos muros ao redor das nossas as. Ao fazer isso, também interrompemos a nossa ligação com o nosso núcleo ou centro mais profundo. Como o processo criativo decorre do núcleo criativo que existe dentro de nós, também nos isolamos do processo criativo Literalmente isolamos a parte mais profunda de nós mesmos, separando-a de nossa percepção consciente e da nossa vida exterior.
A dor que reprimimos começou muito cedo na nossa infância, com freqüência antes do nascimento, no útero. Desde então, cada vez que interrompemos o fluxo de energia num acontecimento doloroso, congelamos esse acontecimento tanto na energia como no tempo. E a isso que chamamos de bloqueio no nosso campo áurico. Como o campo áurico é constituído de energia-consciência, um bloqueio é energia-consciência congelada. A parte da nossa psique associada a esse acontecimento também se congelou no momento em que interrompemos a dor. Essa parte de nossa psique permanece congelada até a derretermos. Ela não amadurece se não fizermos isso. Se o acontecimento ocorreu quando tínhamos um ano, essa parte de nossa psique ainda tem um ano de idade. Ela vai continuar a ter um ano de idade e a agir como uma criança de um ano quando for evocada. Ela não vai amadurecer até que seja curada, o que acontece quando o bloqueio recebe energia suficiente para derreter, e, assim, puder iniciar-se o processo de maturação.
Estamos repletos desses bloqueios de energia-consciência no tempo. Durante quanto tempo, ao longo de um determinado dia. Um ser humano age como adulto? Não durante muito tempo. Estamos constantemente interagindo uns com os outros a partir de diferentes bloqueios de tempo psíquico congelado. Em qualquer interação intensa, num minuto cada pessoa poderia estar percebendo a realidade com o aspecto do adulto interior, e, no minuto seguinte. Uma ou mais pessoas poderiam passar para um aspecto da criança ferida de determinada idade. Essa constante mudança de um para outro aspecto da consciência interior é que toma tão difícil a comunicação.
Uma importante característica desses bloqueios de tempo psíquico congelado é que eles se aglomeram de acordo com as semelhanças de energia, formando um aglomerado de tempo psíquico congelado.
As vidas passadas também são conservadas nos nossos conglomerados de tempo psicológico congelado. Elas também se atraem e se ligam umas às outras por meio de energias semelhantes. Como não se desassociam com o passar do tempo, elas estão diretamente ligadas a acontecimentos desta e de outras vidas. Embora seja preciso um pouco mais de energia para dissolver um acontecimento congelado numa vida passada, já que ele existe há mais tempo e se acha numa camada mais profunda, essa dissolução pode ser feita em sessões de cura. Isso acontece automaticamente quando a pessoa está pronta.
Os traumas de vidas passadas sempre estão por trás de problemas crônicos de difícil solução. Quando traumas desta vida são em certa medida desfeitos por meio da cura usando-se a imposição das mãos, os traumas de vidas passadas que estavam em camadas inferiores sobem à superfície para serem desfeitos. Esse tipo de trabalho de cura é muito eficaz tanto para transformar a vida de um paciente como para melhorar a sua saúde. Grandes mudanças sempre ocorrem em conseqüência da eliminação de traumas de vidas passadas mediante a cura por meio da imposição das mãos. Nesse trabalho, é sempre importante que o paciente relacione o trabalho realizado na vida passada com as situações de sua vida atual, de modo que todo o conglomerado seja eliminado e não venha mais a ser usado para evitar problema nesta vida.
A Origem do Sofrimento O Ferimento Original
A origem do sofrimento, do meu ponto de vista, encontra-se num nível ainda mais profundo do que o bloqueio de energia da dor pessoal ou dos fenômenos relacionados a vidas passadas. Ele decorre da crença de que cada um de nós está separado; separado de todas as outras pessoas e separado de Deus Muitos de nos acreditamos que para termos individualidade, precisamos estar separados. Em conseqüência, nós nos separamos de tudo, inclusive da nossa família, dos nossos amigos, do nosso grupo. do nosso país e do mundo. Essa crença na separação é sentida na forma de medo e, a partir desse sentimento, todas as outras emoções negativas se manifestam. Depois que criamos essas emoções negativas, nós nos afastamos delas. Esse processo de separação continua criando mais sofrimento e ilusão, até que o ciclo de retroalimentação negativa seja interrompido ou revertido num processo de trabalho pessoal. Este livro aborda a maneira de romper esse círculo vicioso para criar cada vez mais prazer e luz na nossa vida. A chave para isso é o amor e a ligação com tudo o que existe.
O amor é a experiência de estar ligado a Deus e a todas as outras coisas. Deus está em todas as coisas e em toda parte. Deus está acima, abaixo, em tomo e dentro de nós.
A centelha divina de Deus é singularmente individual em cada um de nós. Ela é Deus se manifestando individualmente, e nós a sentimos como o nosso manancial interior ou o âmago do nosso ser. Quanto mais nos ligamos a Deus fora de nós mesmos, mais nos...
...A única maneira de manter essa máscara é sempre tentar provar que somos bons. Interiormente, nós nos ressentimos da constante pressão que impomos sobre nós mesmos para sermos bons. Tentamos agir de acordo com as regras. Ou, então, tentamos provar que estamos certos, e que os outros é que estão arcados.
Nós nos ressentimos por ter de vive de acordo coro as regras de outra pessoa. Isso dá muito trabalho. Queremos fazer apenas as coisas que gostamos. Ficamos cansados, irritados, negligenciamos nossas obrigações e disparamos queixas e acusações negativas. Magoamos as pessoas. A energia que retivemos com a máscara se desvia, força a passagem, transborda e atingem os outros. E, obviamente, também negamos isso, pois a nossa intenção é nos conservarmos seguros. Provando que somos bons.
Em algum lugar dentro de nós, gostamos de deferir golpes nos outros. Liberar a energia é um alívio, mesmo se ela não for pura e sincera, mesmo se não estivermos agindo de forma responsável ao fazê-lo. Há uma parte de nós que gosta de despejar a nossa negatividade nas outras pessoas. Isso é chamado de prazer negativo, cuja origem está no Eu inferior.
O Prazer Negativo e Eu Inferior
Tenho a certeza de que você pode se lembrar de ter sentido prazer com algum ato negativo que praticou. Qualquer movimento de energia, negativo ou positivo, é prazeroso. Esses atos proporcionam prazer porque são liberações da energia armazenada interiormente. Se você sentir dor quando a energia começar a fluir, essa sensação sempre virá acompanhada de uma sensação de prazer porque, ao liberar a dor, você também vai liberar a energia criativa, que sempre proporciona prazer.
O prazer negativo tem origem no nosso Eu inferior. Este é a parte de nós que se esqueceu de quem somos; a parte da nossa psique que acredita num mundo separado e negativo e que age de conformidade com essa crença. O Eu inferior não nega a negatividade. Ele a aprecia e tem a intenção de sentir o prazer negativo. Como o Eu inferior não rejeita a negatividade, como faz a máscara, ele é mais honesto do que o Eu mascarado. O Eu inferior é sincero a respeito das suas intenções negativas Ele não finge ser bom. Não é bom. Ele se coloca em primeiro lugar e não faz segredo disso. Ele diz: Eu me importo comigo, não com você. Ele não pode se importar ao mesmo tempo com si mesmo e com os outros porque vive num mundo de separação. Ele aprecia o prazer negativo e quer senti-lo com mais freqüência e intensidade. Ele conhece a dor que existe na personalidade, e não tem absolutamente nenhuma intenção de senti-la.
O Objetivo do Eu inferior é manter a separação, fazer tudo o que quiser e não sentir dor.
O Eu Superior
É claro que durante o processo de separação nem toda a psique está separada do âmago. Uma parte de nós se conserva pura e carinhosa, sem nenhuma perturbação. Ela esta ligada diretamente a nossa divindade individual interior Ela esta cheia de sabedoria de amor e de coragem, apresenta uma ligação com um grande poder criativo e facilita a realização de todo o bem que foi criado em nossa vida. Ela é a parte de nós que não se esqueceu de quem somos.
O seu Eu superior se manifestará por meio do princípio criativo em qualquer parte da sua vida onde haja paz, alegria satisfação. Se você se perguntar o que significa quem você realmente e ou o seu verdadeiro Eu, examine essas áreas de sua vida. Elas são a expressão do seu verdadeiro Eu.
Jamais considere uma área negativa de sua vida como a expressão do seu verdadeiro Eu. As áreas negativas de sua vida são expressões de quem você não é. Elas são exemplos de como você bloqueou a expressão do seu verdadeiro Eu.
O propósito do Eu superior é a verdade, a comunhão, o respeito, a individualidade, a lúcida autoconsciência e a união com o criador
A Defesa ou a Negação do seu Ferimento
Original Cria Mais Sofrimento
Quanto mais as ações que brotam no nosso âmago são distorcidas pela máscara, mais temos de justificar os nossos atos por meio da culpa. Quanto mais negamos existência do nosso Eu inferior, mais nos privamos de poder. Negação retém o poder da fonte criativa que existe dentro de nós, e isso cria um ciclo cada vez maior de sofrimento e de desesperança. Quanto maior se toma esse ciclo vicioso de sofrimento e de desesperança, maior parece ser a dor ou o ferimento original. Ela passa a ser ocultada por uma dor ilusória tão intensa que chega a causar em nós um medo inconsciente dela, e nada faremos para tentar evitar sentir isso. Na nossa imaginação, ela se transforma numa pavorosa tortura. Quanto mais nos justificamos por permanecer longe dela e deixar de curá-la, mais completamente encoberto fica o ferimento original, e mais diferente ele se toma daquilo que pensamos que seja. Geramos muito mais dor e doenças na nossa vida e no nosso corpo evitando o ferimento original geraria por si só.
Seguir Nossos Anseios nos Leva à Missão da Nossa Vida
Cada um de nós deseja ardentemente ser, compreender e expressar quem realmente somos. Esse anseio é a luz interior que nos orienta ao longo do nosso caminho evolutivo. Considerado no nível pessoal, isso significa que cada um da das nasceu com a missão de refazer nossa ligação com o âmago do nosso ser. Para isso, precisamos acabar com os bloqueios existentes entre a nossa percepção consciente e o nosso âmago. Isso recebe o nome de nossa missão pessoal na vida. Ao realizá-la, a liberação de nossas energias criativas nos trazem dádivas que vêm do âmago e que depois de recebidas, são compartilhadas com o mundo. As dádivas que proporcionamos ao mundo têm como conseqüência o cumprimento da nossa missão no mundo a qual só se realiza quando liberamos nossas energias criativas a partir do nosso âmago. Assim, só podemos realizar aquilo que queremos fazer no mundo cuidando do nosso processo de transformação pessoal.
Considerando as coisas a partir de uma perspectiva mais abrangente, a doença é causada por um anseio não realizado. Quanto mais profunda a doença, mais profundo o anseio. Essa é uma mensagem que lhe diz que, de alguma forma e em alguma parte, você se esqueceu de quem é e de qual é o seu propósito. Você se esqueceu e se desligou do seu propósito e da energia criativa que advêm do seu âmago A sua doença e o sintoma a doença representa o seu desejo não realizado. Assim, acima de tudo o mais, use a sua doença para se libertar e poder fazer o que você sempre ser, para manifestar e expressar quem você já é a partir de sua realidade mais profunda mais ampla e mais elevada.
Se você de fato se descobriu doente, prepare-se para mudar e espere que o seu anseio mais profundo venha luz e seja realizado. Prepare-se para finalmente parar de correr, e volte-se para enfrentar o tigre que existe dentro de você o que quer que isso signifique de uma maneira muito pessoal. Creio que a melhor maneira de começar a encontrar o significado de sua doença é perguntar a si:
Pelo que tenho ansiado e ainda não consegui realizar em minha vida? Acho que você vai acabar encontrando uma ligação direta entre esse desejo irrealizado e a sua doença.
E dentro desse quadro fundamental de saúde e de cura que você vai recuperar a sua saúde. Falo aqui não apenas da saúde do seu corpo físico, porque ela é, na verdade, secundária, mas da saúde do espírito, a saúde da alma. E segundo essa estrutura ou metáfora da realidade que todos os problemas relacionados com vida e saúde podem ser resolvidos. Viver no nível físico é viver no amor, desenvolver as qualidades superiores e nos unirmos ao divino. Quaisquer que sejam as circunstâncias da sua vida atual, é disso que trata a sua vida. Qualquer que seja a dor, o problema ou a doença, esse é o mestre. Trata-sede um mestre que ensina a amar, de um professor que o lembra de que você e divino. Esse e o seu processo de Aflorar a Luz.
De Barbara Ann Brennan
Solange Christtine Ventura
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